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Confira o lyric video da banda vencedora feito pelo New Metal 4U!

Crazy Town

Relembre a trajetória do Crazy Town e saiba o que aconteceu com a banda.

Flymore

O New Metal 4U entrevistou Flymore!

Papa Roach

Equilíbrio e dosagem certa, Papa Roach acerta a mão em "The Connection" e traz de volta a áurea dos anos 2000.

Evanescence

Em uma das suas melhores apresentações, o Evanescence fez show impecável em São Paulo!

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NM4U Review: Saiba tudo o que rolou no show do Ill Niño no Brasil


Era chuva que não acabava mais, não parou de chover um minuto se quer na noite de sábado do dia 15/12/2012 em São Paulo, noite em que os latinos do Ill Niño fariam sua única apresentação no Brasil, após uma petição online através do site Ativaaí com 360 ativadores/fãs, trouxeram a banda novamente para sua segunda passagem no país após a primeira deles por aqui em 2009. A galera estava muito animada apesar de que as 21hrs o local ainda não estava aberto, muitos guarda-chuvas, uma mega fila, o que eu me espantei, não estava esperando tanta animação assim, já que a banda tem um grupo seleto de fãs. Ao entrar no local do show o Via Marquês, era possível ver um banner gigante que fizeram com os nomes de todas as pessoas que Ativaram o show, muito bacana, eu queria um desses.A primeira banda a se apresentar foi o Skin Culture, não consegui entrar a tempo de ver a apresentação da banda, mas pelo que parece foi muito bom já que o vocal Shucky Miranda veio a fazer uma participação no final do show do Ill Niño e eles estavam lançando o disco "The Flame Still Burns Strong". Em seguida veio o The Silence, pedrada atrás de pedrada, som de ótima qualidade e na batera o conhecido Fernando Schaefer e na lead guitar Tiago Hospede, os caras não subiram ao palco para brincar e fizeram um show pra ninguém botar defeito de aproximadamente uma hora que deixou a galera no pique e eles estavam encerrando a ‘’Unlock the Door - South America Tour 2012”, para que a uma da manhã como mencionado por uma pessoa no palco o Ill Ninõ enfim entraria em cena. Os caras da banda EDC que estavam comemorando 10 anos de banda  e muito conhecida pela galera ali presente, todos no local cantaram junto praticamente o set list todo com os caras, o vocal da banda Cleber Rodrigo um excelente vocal por sinal, cantou muito, palmas pela apresentação, até quem estava parado arriscou dancinhas e entrou no clima com as músicas e para fechar o show tocaram a musica Pássaros a pedido da galera. Para abrir o show do Ill Niño a ultima banda da noite C-Real em sua ultima apresentação, estavam ali encerrando suas atividades em grande estilo, com todo gás e a galera presente já no pique insane, eles tocaram também por uma hora com um set list que não deixou ninguém parado e no final do show foram para casa com muitos pedidos para que a banda não terminasse, festa pesada!!!

Pontualmente a uma da manhã Ill Niño estava prestes a entrar no palco, ajustes finais, as guitarras sendo colocadas em seus lugares, todos gritando pela banda, aqueles minutos de ansiedade extrema. as luzes apagaram, o baterista Dave Chavarri entrou em seu posto primeiramente levando todos aos berros, abriram o show com ‘If You Still Hate Me’ do album Revolution/Revolución, embalando já na segunda música ‘This is War’, após  isso Christian Machado trocou umas palavras com a galera, embaraçando um espanhol com inglês terminando sempre com um obrigado, o show seguiu frenético, Chris muito simpático sempre falando com o pessoal , os guitarras e suas performances impecáveis embalaram todos ali presentes. Setlist com muitos sucessos da banda de quase todos os álbuns e bem variado e claro não podia faltar musicas do atual álbum e da tour Epidemia, tocaram ‘The Depression’ e ‘La Epidemia’.  Após 14 músicas muito bem executadas levando o Via Marquês todo ao êxtase dos latinos, se despediram e saíram do palco, mas já... Não! Uns minutos depois o percussionista Daniel Couto entrou no palco muito a vontade com uma cerveja na mão sem camisa e um microfone, começou a conversar e cantar com a galera. “- Tem gente que vive chorando de barriga cheia, aí, aí, e tem gente que vive chorando de barriga cheia”  e completa...
“- Ai o Chris falou assim, tava na Argentina ontem né, ai o Chris falou pros Argentino o Brasil não ia ser que nem lá” ele fez uma pausa e a galera fez uma pequena vaia com gritos e ele sorridente termina “ A Argentina não chega nem nos péees daqui”, fazendo muita graça e muito sorridente, terminou com “Obrigado gente, a gente se vê falô!” em seguida o batera Dave entrou e os dois tocaram juntos uma bela ‘batucada latina’ para fã nenhum botar defeito e a banda toda voltou ao palco e terminou o show com ‘What Comes Around’ e ‘Liar’ com a participação do Shucky Miranda do Skin Culture. Tudo isso você pode encontrar em vídeos no youtube, a galera foi fiel ao quero gravar e fotografar, tem tudo lá para os que não foram não se arrependam mais ainda, foi uma mega festa do clássico ‘new metal’ que ainda vive pra terminar o ano de 2012 em grande estilo, graças aos fãs que não abandonam as bandas e as mesmas que estão aí na ativa ainda, firme e forte.


O setlist completo foi esse:
1      
       If You Still Hate Me
2     This Is War
3     Te Amo... I Hate You
4    God Save Us
5     I Am Loco
6    The Depression
7    Unreal
8    Rumba
9   Corazón Of Mine
1   When It Cuts
1   La Epidemia
1   How Can I Live
1   The Alibi of Tyrants
1   Lifeless Life
encore
1   What Comes Around
Liar ( com Shucky – Skin Culture)

Review feita por: Thaís Stella Sterzeck (Obrigado Thaís)

Equipe New Metal 4U










NM4U Review: Deftones - Koi No Yokan


Poucas são as bandas ou artistas que conseguem manter um nível de qualidade tão alto quando chegam no seu sétimo álbum de estúdio. E certamente, o Deftones é uma delas. Difícil imaginar uma banda manter a qualidade (ou superá-la, porque não?) de um disco como "Diamond Eyes". E sim, isso ocorreu. O segundo álbum sem Chi Cheng, mostra uma banda madura, sólida, autêntica e ainda mais fortalecida. "Koi No Yokan" nos faz questionar se esse seria o ápice da banda, o que seria uma pergunta bastante complicada pra nós respondermos. O disco mostra tudo o que o Deftones se tornou, uma banda completa.

Com partes agressivas e peso em "Swerve City" e "Poltergeist". Melodias incríveis como em "Leathers" e "Rosemary", sem nos esquecermos também de "Gauze" e o primeiro single do álbum, "Tempest", até vibes relaxantes como "Entombed" e "What Happened To You?". Trazendo um turbilhão de emoções em cada batida do bumbo de Abe Cunnigham, uma atmosfera diferente em cada efeito de Frank Delgado, um som requintado do baixo de Sergio Vega e uma frenesi entre os riffs da guitarra de Stephen e os vocais de Chino. 

"Koi No Yokan" reúne tudo de agressivo de "Diamond Eyes" e tudo de experimental e ambiental de "Saturday Night Wrist", encaixando tudo perfeitamente em seu lugar, nos elevando para um nível ainda maior sob o comando dos gritos e dos versos sussurrados com a sensibilidade lírica de Chino Moreno, aliado a poderosa guitarra ritmada de Stephen Carpenter. KNY justifica perfeitamente o nome, você pode ainda não saber, mas terá a sensação de que irá se apaixonar por esse álbum no primeiro instante que o escutar.

Seria o melhor álbum de todos? Talvez sim, talvez não. Uma banda que tem em seu currículo o importante "Adrenaline" [1995], os clássicos "White Pony" [2000] e "Around The Fur" [1997], os excelentes "Saturday Night Wrist" [2006] e "Deftones" [2003], e o espetacular "Diamond Eyes" [2010] depois da fatalidade com Chi Cheng, lançar o "Koi No Yokan" certamente enche o seu fã de orgulho, jamais o decepcionando. Aperte o play, aumente o som, esqueça essa de escolher o seu álbum preferido e, apenas, contemple, aquela que é uma das melhores bandas da atualidade.

Tracklist
1. "Swerve City"   2:44
2. "Romantic Dreams"   4:38
3. "Leathers"   4:08
4. "Poltergeist"   3:31
5. "Entombed"   4:59
6. "Graphic Nature"   4:31
7. "Tempest"   6:05
8. "Gauze"   4:41
9. "Rosemary"   6:53
10. "Goon Squad"   5:40
11. "What Happened to You?"   3:53

Review por: @Marc_90s /@DouglasDALIEN


NM4U Review: Papa Roach - The Connection

Equilíbrio e dosagem certa, Papa Roach acerta a mão em seu novo álbum e traz de volta a áurea dos tempos de "Infest" e "LoveHateTragedy". Com pitadas da combinação clássica de Rap+Rock, não deixando de lado a vibe mais Hard Rock dos seus outros álbuns junto com uma dose equilibrada de música eletrônica, onde é tendência atualmente. "The Connection" foi uma surpresa para muitos, agradando até mesmo quem já não acompanhava mais a banda. Com um álbum muito diversificado, o Papa Roach traz desde de músicas agitadas à famosas baladinhas.

O disco começa com a intro "Engage" e embalando no primeiro single, a excelente "Still Swingin'". Os vocais rápidos de Shaddix agradará muitos fãs da época de "Infest/LoveHateTragedy" junto com um belo riff da guitarra de Jerry Horton. Também nota-se as influências de dubstep, um tanto quanto desnecessário, mas nada que prejudique a qualidade do single. A 3ª faixa é uma das músicas mais bem trabalhadas do Papa Roach (quem deixou de acompanhar a banda, não iria reconhecer). "Where Did The Angels Go" demonstra influências de DJENT, música eletrônica e uma guitarra que nos remete ao auge da banda nos anos 2000, definindo bem como é o álbum, diversificado e surpreendente. A excelente "Silence Is The Enemy", marcante pelo seu refrão e instrumental bem elaborado, conta com alguns samples e influência eletrônica, equilibrando "o novo" e o som mais habitual dos primeiros discos. A primeira balada do álbum vem com "Before I Die", uma canção agradável de se ouvir, não soando tão comercial quanto "Scars". O lado mais Hard Rock da banda floresce com "Wish You Never Met Me", destacando uma ótima introdução com baixo e efeitos eletrônicos, além de um solo de guitarra de Horton, e também em faixas como "Give Back My Life" e "Breath You In".

"Leader Of The Broken Hearts" é outro grande momento do álbum, uma balada de qualidade possuindo uma bonita melodia e ótima performance nos vocais de Jacoby. O álbum mantém o nível de excelência até o final, "Not That Beautiful" prova muito bem isso. Com participação da cantora Shahnaz e também remetendo a fase mais Hard Rock dos últimos álbuns, mas com aquela energia clássica da banda que é perceptível na parte falada e na segunda metade da faixa. Na música que possivelmente deve ter sido inspirada no seriado, uma guitarra e um baixo mais pesado dão o tom a excelente "The Walking Dead". "Won't Let Up" também se mostra outra surpresa agradável. Iniciando com um rap cadenciado em meio às batidas eletrônicas e uma ótima melodia, nos faz acreditar na longevidade do Papa Roach e na espera de ótimas canções futuras. "As Far As I Remember" é a responsável pelo 'fechar as cortinas', e de forma épica. Ótima canção com um perfeito tom de final de álbum, melodia surpreendente e um belo refrão.

"The Connection" cumpre com o objetivo da banda de conseguir fazer uma grande álbum que reunisse todos os sons explorados no decorrer da carreira, literalmente uma conexão em todos esses anos de trabalho, passando pelos caminhos mais destrutivos e suaves por onde o Papa Roach percorreu.

Tracklist

1.  Engage   0:51
2.  Still Swingin' (Feat. Downlink)   3:24
3.  Where Did the Angels Go?   3:10
4.  Silence Is The Enemy  2:53
5.  Before I Die   4:25
6.  Wish You Never Met Me   4:05
7.  Give Me Back My Life   3:58
8.  Breathe You In   3:07
9.  Leader Of The Broken Hearts   4:12
10.  Not That Beautiful (Feat. Shahnaz)  3:18
11.  Walking Dead   3:18
12.  Won't Let Up  4:00
13.  As Far as I Remember   3:42


Review por: @marc_90s e @Rafaelll_New

Equipe New Metal 4U

NM4U Review: Evanescence em São Paulo

Divulgando o novo disco, Amy Lee e cia fizeram a 3ª apresentação da turnê brasileira, a cidade da vez era São Paulo. Com a casa cheia e filas que dobravam o quarteirão, ansiedade para ver a banda era o que se via nos olhos de cada um. Os portões da casa, o Espaço das Américas, abriram com alguns minutos de antecedência, um excelente local para um excelente show. Pontuais, a banda The Used já estava no palco às 20hs, empolgando bem quem estava lá para ver a banda. Com cerca de 40 minutos de duração, o grupo já se despedia, dando lugar para os ajustes dos instrumentos do Evanescence.

Às 21:15, a ansiedade acabou e o público já pulava e gritava com o single do último álbum, "Evanescence", "What You Want" e seguindo com o agito, uma performance de "Going Under" de tirar o fôlego! Fazendo um show praticamente sem pausas e seguindo um setlist muito bem mesclado de músicas novas e clássicos, Amy Lee deixou muitos fãs roucos com as performances de "The Other Side", "Weigth Of The World" e "Made Of Stone". O Espaço das Américas foi ao delírio quando o famoso piano entrou em cena para a sequência de "Lithium", "My Heart is Broken" e a emocionante "Lost In Paradise". Alegria não apenas dos fãs, que estavam ansiosos, mas também de Amy, com um carisma e presença de palco incrível, cantava as músicas com um sorriso no rosto e sempre tratando de lembrar que os brasileiros são os seus melhores fãs.


Diferente do que aconteceu no show do Rock in Rio, os erros técnicos desta vez sequer apareceram. Uma banda em perfeita sincronia, execuções muito próximas das músicas em estúdio como se viu em "Whisper", "The Change", e a ótima "Oceans". Amy Lee em uma performance vocal impecável e um público insano, clássicos como "Call Me When You're Sober" e "Imaginary" fizeram a casa vir abaixo, sequer precisando de backing vocals. A banda escolheu os shows no Brasil para estrear a canção "If You Don't Mind" (faixa rara do segundo disco do grupo, "The Open Door") nunca antes executada, dizendo que não podiam escolher lugar melhor para tocarem pela 1ª vez, demonstrando ainda mais o quanto a banda tem um carinho especial pelo público brasileiro.

Já próximo do fim, a execução de "Bring Me To Life" não foi nada menos do que espetacular, com fãs e banda muito bem entrosados, agitando e deixando todos em puro estado de êxtase. Uma pausa e o bis final veio com a ótima faixa bônus do auto entitulado, "Disappear" (atendendo a pedido do público), antes do final emocionante ao som do hit "My Immortal", cravando, de vez, mais uma passagem do Evanescence no Brasil na memória de cada fã, e também, no sorriso e alegria de sua vocalista.



Setlist:

What You Want
Going Under
The Other Side
Weight Of The World
Made Of Stone
Lithium
Lost In Paradise
My Heart Is Broken
Whisper
Oceans
The Change
If You Don't Mind
Call Me When You're Sober
Imaginary
Bring Me To Life

Encore:
Disappear
My Immortal


Review por: @marc_90s 
Fotos: Francisco Cepeda/AgNews/Terra

NM4U Review: Coal Chamber em São Paulo

A ansiedade já tomava conta do público presente antes mesmo dos portões do Cine Joia se abrirem, era é o dia de algo que ninguém imaginava que poderia acontecer, ir em um show do Coal Chamber em pleno 2012.

Os portões foram abertos por volta das 20:30/21:00hs e o público foi  se acomodando na casa sem maiores 
problemas, qualquer movimentação no palco a galera se manifestava, todos aguardavam ansiosos para o início do show. Eis que por volta  das 22:00 hr as luzes se apagaram, e uma animação é projetada no palco, 
o espetáculo estava começando e o público caminhando para a insanidade, que veio à tona com a intro de "Loco", contagiando todos presentes e fazendo a galera ir a loucura, foi um início destruidor, as rodas se formavam e o público apesar de pequeno se tornou "grande" com atitude e animação do início ao fim.

Depois de incendiar a casa com "Loco", logo em seguida começa "Big Truck", a galera batia cabeça e cantava cada verso junto com a banda,  com "Fiend" na sequência não foi diferente,  as rodas continuavam e a "pancadaria" (Todo mundo curtindo de boa)  rolava solta, a energia do público era incrível e com certeza Dez e o restante da banda perceberam isso e se mostraram mais instigados no palco do que no primeiro show da tour Sul-Americana  na Argentina.

No decorrer do show caminhando para a metade do espetáculo "Drove", "Not Living" e "Dark Days" conduziram o público, as rodas continuavam insanas e o público animado e querendo mais, em "No Home" outro momento mágico do show, a vibe dessa música é realmente contagiante, a performance da banda foi incrível para a felicidade da plateia presente, que parecia não acreditar no que estava acontecendo naquela noite, a ficha vai demorar pra cair ainda.

O final do show foi épico, depois da destruidora "Oddity" a banda se retirou do palco, rolou a passagem de "Maricon Puto" e após isso todos já sabiam que o final do show estava chegando e nada melhor do que encerrar com um clássico como "Sway" o público não parava de gritar (" The roof, the roof, the roof is on fire...") até a banda retornar ao palco e executar a música.

Difícil descrever sobre esse show, foi algo fora do normal, com uma energia única e incrível, da banda e de todos la presentes.

Setlist:
Loco 
Big Truck 
Fiend 
Rowboat 
Something Told Me 
Clock 
Drove 
Not Living 
Dark Days 
I 
No Home 
Watershed 
Oddity 
Encore:
Maricon Puto 
Sway 

Review por: @Rafaelll_New

NM4U Review: P.O.D. - Murdered Love: New Metal mostra plena forma em 2012

O P.O.D. volta a sua melhor fase com seu novo álbum "Murdered Love", resgatando seu som cheio de energia, e por que não, o New Metal em sua melhor forma. "On Fire" já era uma amostra de que as raízes da banda estavam de volta e do que podia se esperar do novo CD.

O disco inicia com 2 pedradas: "Eyez", batida acelerada, estilo Hardcore, combinada com vocais gritados e alternados do vocalista da banda Hatebreed, Jamey Jasta, e a a faixa-titulo, "Murdered Love", que dá todo o clima sombrio e pesado do álbum. As letras sempre positivistas de Sonny, dão lugar à aura de revolta e indignação, em um relato bem atípico sobre a crucificação ('o dia em que mataram o amor'), alternado com os versos do rapper Sick Jacken do Psycho Realm, trazendo a mistura Rap de volta a sonoridade da banda, algo meio ausente no album anterior, "When Angels and Serpent Dance" de 2008. O clima agressivo, tanto no conteúdo das letras quanto no som, dá uma pausa em "Higher", com uma incrível melodia e um refrão épico, a música tem muito potencial (e deve ser) o próximo single. Seguindo com "Lost In Forever", que traz a vibe de músicas como "Truly Amazing", em uma das melhores melodias e riffs já feitos pela banda. Em "West Coast Rock Steady" um ritmo meio funk, com muito Hip-Hop e uma excelente participação de Sen Dog do Cypress Hill, depois, uma parada na baladinha "Beautiful" e partindo, novamente, para o clima pesado e sombrio com o riff de intro de "Babylon the Murder", juntando com a levada reggae-rock de Sonny. Os riffs de Marcos Curiel são penetrantes e viciantes, sempre mantendo a qualidade apresentada na fase "Fundamental Elements of Southtown/Satellite".



Em seguida, a primeira amostra que se teve do álbum, "On Fire", com algumas alterações da primeira versão, adicionando efeitos de estúdio e extensão vocal no refrão. Nada de muito diferente, mas mudanças perceptíveis, que não alteram a vibe Rapcore da música. Com destaque para o verso em referencia ao Rage Against The Machine, já dava as cara de uma das melhores do álbum. Continuando com muito Hip-Hop, "Bad Boy" segue uma vibe que nos faz lembrar muito o Gangsta Rap dos anos 90, junto com uma melodia e riffs memoráveis. A vibe punk-rock-reggae estilo Bad Brains, volta com "Panic & Run". As letras de Sonny retornam ao tom sombrio e alarmista, seguido por um breakdown e gritos que se tornam o climax da música. Nada melhor do que "I Am" para finalizar o álbum, a música mais polêmica de todos os tempos da banda, com letras agressivas e diretas: "Eu sei que eu sou o primeiro e único filho de DEUS, mas diga, quem diabos é ele!" declama Sonny, a faixa foi censurada da versão cristã do álbum (por conteúdo explicito devido aos xingamentos, fato inédito para o P.O.D.), sobre o ocorrido, Sonny declarou em uma entrevista para uma rádio alemã: "Nunca foi minha intenção causar problemas, mas também nunca foi nossa intenção de vender para a comunidade cristã. Escrevemos música para qualquer pessoa ouvir", como se ela representasse algo como: "Não somos os cordeirinhos de Deus". Com pouco mais de 5 minutos, "I Am" é intensa do início ao fim, fechando o disco de forma contundente, agressiva e épica.



Certamente, "Murdered Love" é um dos melhores registros do P.O.D., ao lado dos consagrados "Fundamental Elements of Southtown" e "Satellite", que talvez não os leve ao topo da Billboard, mas que mostra a qualidade de uma excelente banda e o New Metal do jeito que sempre foi, em pleno 2012.

Review por:
@marc_90s
@DouglasDALIEN
@Rafaelll_New

NM4U Review: "Living Things" é a cereja do bolo malfeito de Rubin

Antes de ouvir o álbum, prometi que não iria comparar ou fazer relação com os dois primeiros álbuns de inéditas da banda (Hybrid Theory /Meteora), simplesmente pelo fato desses álbuns serem muito acima da média e nada que o LP venha á fazer vai superar esses dois discos.

Antes vamos fazer uma análise rápida da "Trilogia de Rubin" (MTM, ATS e LT):  Nesses três álbuns a banda explorou muita coisa nova, são três álbuns bem diferentes um do outro, apesar do LT ter muita coisa eletrônica assim como o ATS, a diferença é que no LT a presença de guitarra é mais evidente e não chega a ser um álbum experimental como foi o ATS.

Living Things é a cereja do bolo malfeito de Rubin. 

Encontramos elementos nesse álbum que nos lembram a fase de ouro da banda, temos rap, berros, guitarra, mas também temos elementos do MTM e a grande influência do eletrônico do ATS. O álbum inicia de forma surpreendente com "Lost In The Echo", ótimo rap do Shinoda com Chester entrando no refrão e soltando alguns berros no decorrer da música (como nos velhos tempos), um instrumental bem dosado entre o eletrônico e as guitarras de Delson, com certeza uma das melhores músicas feita pela banda nos últimos anos, é a música mais agitada do álbum junto com "Lies Greed Misery" e "Victmized", essa última que era citada como "a mais pesada de todos os tempos" em reviews, deixou a desejar, primeiro que não é tão pesada assim, eu diria que essa é a música "mais esquisita de todos os tempos", não chega a ser ruim, mas que é estranha ela é, a começar pelo tempo de duração: menos de 2 minutos. LGM é a que mais se destaca com o flerte de elementos de dubstep, mas não chega nem aos pés da energia e vitalidade de qualquer canção do revolucionário "Path Of Totality" do Korn, que faz a mistura balanceada entre dubstep e New Metal (você pode conferir a review do mesmo aqui). O restante do álbum é mais suave, eu esperava algo mais agitado, mas de novo a calmaria está reinando em mais um álbum do LP, destaque para "In My Remains", "I'll Be Gone" e "Powerless". O álbum proporciona também uma pegada folk na "Castle Of Glass e "Roads Untraveled", essa pegada folk é que faz do álbum diferente de tudo que a banda já fez, chega até a ser surreal o LP usar esses elementos, acho que essa é a principal marca do "Living Things".

Eu defino esse álbum como "melhor que os 2 últimos, infinitamente inferior aos 2 primeiros", fiquei na dúvida se esse álbum seria superior ao MTM, mas pela originalidade do álbum acho que merece ser o melhor da "Trilogia de Rubin"

Álbum: Living Things
Artista: Linkin Park
Ano: 2012
Nota - 7 (0/10)

01 – LOST IN THE ECHO – 03:25
02 – IN MY REMAINS – 03:20
03 – BURN IT DOWN – 03:50
04 – LIES GREED MISERY – 02:26
05 – I’LL BE GONE – 03:31
06 – CASTLE OF GLASS – 03:25
07 – VICTIMIZED – 01:46
08 – ROADS UNTRAVELED – 03:49
09 – SKIN TO BONE – 02:48
10 – UNTIL IT BREAKS – 03:43
11 – TINFOIL – 01:11
12 – POWERLESS – 03:44

Total – 00:36:58

NM4U Review: Soulfly em Goiânia

Os ânimos estavam à flor da pele para receber, pela primeira vez em Goiânia e depois de longos 10 anos sem pisar em terras brasileiras, a banda que levou a brasilidade e elementos da cultura tribal a mistura de metal, reggae, Hip-Hop e World Music em geral, com o já consagrado ícone Max Cavalera. E apesar de sua recente doença que lhe causou paralisia parcial no rosto, cantou como ninguém e proporcionou um show inesquecível para o público goiano.

Um pequena intro de banghra indiano é feita para simbolizar a calmaria que antecede a tempestade e assim começa o show com a arrasadora "Rise of the Fallen" e seu riff que mais lembra um som de sampler, no melhor estilo Tom Morello, feito pelo virtuoso guitarrista Marc Rizzo (ex-Ill Niño). A voz de Max muda de uma calma saudação ao público goiano para sua típica voz cavernosa, berrando em tom grave. Seu filho Zyon, é o encarregado da bateria, surpreendente talentoso para a idade dele e consegue manter o ritmo criado por figuras que já passaram pelo Soulfly como Roy Moyorga e Joe Nunez. Tony Campos (ex-Static-X) também mantém a boa atuação, que antes era feita por Bobby Burns.

Foi realmente um show para os verdadeiros fãs da banda, com seu estilo único de mistura de gêneros que a acompanharam desde o início, tendo ênfase no repertório dos primeiros álbuns (Soulfly, Primitive,  3 e Prophecy), apenas 2 músicas do Dark Ages ("Babylon" e "I and I") e praticamente passando batido a fase de Conquer. A primeira parte do show foi uma sequência muito turbulenta de "Prophecy", "Primitive" , "Downstroy" , "Seek N Strike" e "No Hope = No Fear". Sempre com Max mandando o refrão para o público que gritava uníssono.


A segunda parte do show foi praticamente uma viagem no tempo, para uma época onde o Sepultura era provavelmente a maior banda de Metal dos anos 90, com "Refuse/Resist" (essa sendo tocada com o intuito de mostrar que o batimento de coração do filho de Max na intro da música tinha crescido e se transformado no rufar de tambores matadores da própria). "Territory" também do Chaos A.D. vem logo em seguida e pronto, se mostra a partir daí por que que a alma do Sepultura reside no sangue dos Cavalera, não importa o que resulte dos eternos debates sobre a formação original. Do Sepultura também foram tocadas em junção "Arise" e "Dead Embryonic Cells", "Troops of Doom" , "Innnerself" e claro, as matadoras do seminal álbum Roots,"Roots Bloody Roots" e "Atittude". Uma ótima sequência de percussão logo após a música "Porrada" também foi destaque, com todos os membros (incluindo Max) tocando e promovendo o som tribal característico da banda.

E como se a noite não tivesse mais surpresas, uma nova faixa do novo álbum Enslaved é tocada com nada mais nada menos do que todos os filhos de Max fazendo participação (o caçula Igor e Ritchie Cavalera cantando). Provando que a família Cavalera é sinônimo de Metal, em todos os sentidos. O show encerra com a intro de "Jumpdafuckup" e "Eye for an Eye" e já deixa saudades e com o desejo de que the boy from Brazil, venha mais vezes a sua terra natal fazer mais shows.

SOULFLY TRIBE FLY HIGH FLY FREE

Setlist (autógrafos de Tony Campos e Marc Rizzo)


Review feito por: @DouglasDALIEN

NM4U Review: KoRn - The Path Of Totality

1998 - Korn já tendo estabelecido um som inovador, que mais tarde daria inspiração toda sonoridade produzida por uma geração, lança "Follow The Leader", álbum divisor de águas que vai além da mistura de seu som com Hip-Hop, causando cisão por parte de seus admiradores que preferiam sua sonoridade crua às evoluções experimentais da banda.

2011 - Com tudo o que fez sendo consumido e diluído pelos mesmos que criticavam e agora imitam, KoRn consegue manejar de se reinventar em "The Path of Totality", casando a filosofia do New Metal na fusão de estilos incorporando o dubstep (vertente relativamente nova da música eletrônica) no seu som. Outra divisão de águas (e de fãs), é concretizada.


Assim, inicia-se o caminho tortuoso para a incrementação e outro pioneirismo da banda, que já deu base para tudo o que gostamos e seguimos, o New Metal.  Sim, que a mistura de metal/rock com eletrônica já era feita, isso todo mundo sabe por diversos estilos que se formaram nos anos 80/90 (Industrial, Cyber-Punk, etc.) e também por que o KoRn já estava com o pé no mundo da E-music (os primeiros experimentos sendo o remix de "Good God" do álbum "Life is Peachy" feito pelos alemães do Rammstein e a música "Kick the P.A." feita em colaboração com os produtores de breakbeat Dust Brothers, para a trilha sonora do filme Spawn). Discos como "Untouchables", "See You On The Other Side" e "Untitled" de 2007, marcam justamente a empreitada da banda para um som mais produzido e de veia eletrônica/industrial que são registros de um constante trabalho empenhado em progredir e tornar a sonoridade mais sombria e reflexiva.


Com a utilização do Dubstep, Korn consegue dar mais um passo ao progresso sonoro que havia iniciado em "Follow the Leader" e mais essencialmente, no "Untouchables". Aliando seu som cru e agressivo com produtores do gênero, produzem um som que realmente se mantém e que faz com o dubstep seja notado, mas que não seja predominante.


Em "Chaos Lives In Everything", música que abre o álbum, temos uma pulsante batida eletrônica fundida com o que já conhecemos do KoRn, refrão épico, por mais irritados que alguns fãs ficaram, "The Path Of Totality" é mais KoRn do que o seu antecessor "KoRn III - Remember Who You Are", não é da natureza do KoRn força um trabalho que soe como algum anterior, com excessão do "Life Is Peachy" que é na pegada do "Self-Titled", mas diferente do "KoRn III", foi feito de forma natural . Faixas como "My Wall", "Narcissistic Cannibal" mostra a força desse novo registro, um álbum épico, dúvida? Então escute "Way Too Far" e "Bleending Out", isso é pura obra prima, Jon Davis volta com suas gaitas de foles e tudo isso misturado a elementos eletrônicos e ao som habitual do KoRn . Diferente, inovador, isso é KoRn,.queira você ou não.



Uma grande parte sai criticando o álbum mais por impulso do que opinião formada sobre as músicas. Prestem atenção, ouçam as guitarras, como alguns podem questionar onde está a presença do Munky no álbum? Limpe sua mente de pré-julgamentos e escute esse álbum direito. É o álbum mais forte do KoRn desde "Take a Look In The Mirror", o álbum é consistente do início ao fim. Ao contrario do "A Thousand Suns" do Linkin Park, "The Path Of Totality" consegue abranger o uso experimental de samplers de batidas eletrônicas sem perder a qualidade instrumental e sem que deixe o som descaracterizado.


Depois de quase 20 anos, KoRn prova ser importante e inovador no mainstream, não é atoa que revistas importantes nomearam o "The Path Of Totality" como álbum do ano. Nada é tão desafiador e novo quanto esse álbum, "POT" é o ápice da inovação e mostra novos rumos para o jeito de se fazer música, e claro, renovação total para o estilo que pode enxergar novas opções para ser inédito e pesado. KoRn continua tão vivo quanto antes, prontos para lançarem mais 10 álbuns se quiserem.


Feito por: @DouglasDALIEN  // @Rafaelll_New

NM4U Review: System Of A Down em São Paulo

10 anos...1 década de espera da banda que cativou a tudo e a todos com seu som eclético e brutal desde que lançou o disco "Toxicity" em setembro de 2001. No dia 1º de Outubro, os fãs que acompanharam a banda e continuaram fiéis ao seu engajamento político, mesmo durante o sofrível período de hiato da banda entre 2006 até o ano passado, puderam vivenciar e finalmente ver ao vivo e em cores o que é o tal SYSTEM OF A DOWN ROCK AND ROLL MUSIC.



Cortinas erguidas exibindo a logo da banda, que se descreve por si só, já davam o clima do que estava por vir. E mesmo a aparente chuva que estava prestes a se formar, teve de recuar para dar lugar a um evento energético. Ouve-se um estrondo impactante, não... não eram os trovões...eram os primeiros acordes de "Prison Song", música intro do "Toxicity" e que era a perfeita abertura para o show. As cortinas vão abaixo e o público faz o mesmo, insandecidos ao ver Serj Tankian e companhia diante de seus olhos.


Serj Tankian vibrante e versátil como sempre, às vezes com a voz assustadoramente idêntica a qualidade vocal dos discos, fazendo variações incríveis entre o jeito despojado e humorístico de cantar, com berros e grunts tenebrosos. John quase uma máquina rítmica, martelando a batera que é possível crer que ele tenha mais de 2 braços. Daron é a figura showman em pessoa,sempre falante com a platéia, instigando o público a pular, cantar e fazer rodas pogo que mais pareciam redemoinhos de gente. Shavo, no melhor estilo urban/hip-hop, com boné e camiseta de hockey, demostrava o vigor e groove que a banda tinha aliada ao peso.


Depois de uma breve pausa com "Soldier Side Intro", a marretada já veio numa sequência alucinante de "B.Y.O.B.", "Revenga", "Needles", "Deer Dance" e "Radio/Video". Um momento de reflexão, mas sem deixar o peso de lado veio com "Hipnotize" e "Question", está com uma intro feita na guitarra acústica de Serj. Havia uma divisão do público que conhecia os trabalhos mais recentes da banda e os que conheciam os primeiros, e essa veio em "Suggestions", do auto entitulado de 98. Talvez o clima frenético do show veio com "Psycho" (esta com direito a coro , bates cabeças e pessoas pulando pra cima e pra baixo, fato que iria ser mais notório em "Bounce", tocada mais tarde) seguida pela canção-hino que os catapultou para o status de banda impossível de não se gostar: "Chop Suey!"


O setlist tenta englobar todas as fases da banda, mas só "Innervision" do "Steal This Album!" é tocada. Antes de tocar "Holy Moutains", Serj se declara em defesa dos povos indígenas no Brasil, e é ovacionado. "Aerials" é entoada como um mantra por parte o público e encerrada de forma cativante com Daron e Serj mandando um WE LOVE YOU na parte final da música. Daron, em mais uma de suas peripercias, toca uma versão "romântica" dos primeiros versos de "Cigaro" (my cock is much bigger than yours...)  e depois fulmina os tímpanos de todo mundo que estava no show.  A performance de "War?", talvez seja a mais destacável da noite. A improvisação feita nela é muito admirável, com Serj adicionando trechos quase versando em Rap (" without your AK-47's, M-16's, we will fight the heathers, we will fight the heathers") e com uma prolongação no break, seguida de vocais em talkbox de Daron e samplers em keyboards por parte de Serj. Uma melhora impressionante e bem trabalhada da original. Para encerrar brilhantemente a performance já perfeita, "Toxicity" (que faz abrir rodas de bate cabeça dignas da mostrada no vídeo da mesma) e "Sugar", onde repetições de "All that I fell, All that I say fuck you, and it all goes away.", ecoam até agora na cabeça de quem saiu de lá se sentindo realizado.


Histórico e apoteótico para dizer o mínimo. Para fãs que esperaram mais de uma década para ver a banda ao vivo, foi uma experiência para a vida toda. Com certeza um dos melhores shows do ano.


Obrigado Serj, Daron, John e Shavo!


WE LOVE U AS WELL!


Set List SYSTEM OF A DOWN
Duração: 1h45 min.
1. Prison Song
2. Soldier Side (intro)
3. B.Y.O.B
4. Revenga
5. Needles
6. Deer Dance
7. Radio/Video
8. Hypnotize
9. Question!
10. Suggestions
11. Psycho
12. Chop Suey!
13. Lonely Day
14. Bounce
15. Lost In Hollywood
16. Kill Rock N' Roll
17. Forest
18. Science
19. Mind
20. Innervision
21. Holy Mountains
22. Aerials
23. Vicinity Of Obscenity
24. Tentative
25. Cigaro
26. Suite-Pee
27. War?
28. Toxicity
29. Sugar


Review por: @DouglasDALIEN