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NM4U Review: KoRn - The Path Of Totality

1998 - Korn já tendo estabelecido um som inovador, que mais tarde daria inspiração toda sonoridade produzida por uma geração, lança "Follow The Leader", álbum divisor de águas que vai além da mistura de seu som com Hip-Hop, causando cisão por parte de seus admiradores que preferiam sua sonoridade crua às evoluções experimentais da banda.

2011 - Com tudo o que fez sendo consumido e diluído pelos mesmos que criticavam e agora imitam, KoRn consegue manejar de se reinventar em "The Path of Totality", casando a filosofia do New Metal na fusão de estilos incorporando o dubstep (vertente relativamente nova da música eletrônica) no seu som. Outra divisão de águas (e de fãs), é concretizada.


Assim, inicia-se o caminho tortuoso para a incrementação e outro pioneirismo da banda, que já deu base para tudo o que gostamos e seguimos, o New Metal.  Sim, que a mistura de metal/rock com eletrônica já era feita, isso todo mundo sabe por diversos estilos que se formaram nos anos 80/90 (Industrial, Cyber-Punk, etc.) e também por que o KoRn já estava com o pé no mundo da E-music (os primeiros experimentos sendo o remix de "Good God" do álbum "Life is Peachy" feito pelos alemães do Rammstein e a música "Kick the P.A." feita em colaboração com os produtores de breakbeat Dust Brothers, para a trilha sonora do filme Spawn). Discos como "Untouchables", "See You On The Other Side" e "Untitled" de 2007, marcam justamente a empreitada da banda para um som mais produzido e de veia eletrônica/industrial que são registros de um constante trabalho empenhado em progredir e tornar a sonoridade mais sombria e reflexiva.


Com a utilização do Dubstep, Korn consegue dar mais um passo ao progresso sonoro que havia iniciado em "Follow the Leader" e mais essencialmente, no "Untouchables". Aliando seu som cru e agressivo com produtores do gênero, produzem um som que realmente se mantém e que faz com o dubstep seja notado, mas que não seja predominante.


Em "Chaos Lives In Everything", música que abre o álbum, temos uma pulsante batida eletrônica fundida com o que já conhecemos do KoRn, refrão épico, por mais irritados que alguns fãs ficaram, "The Path Of Totality" é mais KoRn do que o seu antecessor "KoRn III - Remember Who You Are", não é da natureza do KoRn força um trabalho que soe como algum anterior, com excessão do "Life Is Peachy" que é na pegada do "Self-Titled", mas diferente do "KoRn III", foi feito de forma natural . Faixas como "My Wall", "Narcissistic Cannibal" mostra a força desse novo registro, um álbum épico, dúvida? Então escute "Way Too Far" e "Bleending Out", isso é pura obra prima, Jon Davis volta com suas gaitas de foles e tudo isso misturado a elementos eletrônicos e ao som habitual do KoRn . Diferente, inovador, isso é KoRn,.queira você ou não.



Uma grande parte sai criticando o álbum mais por impulso do que opinião formada sobre as músicas. Prestem atenção, ouçam as guitarras, como alguns podem questionar onde está a presença do Munky no álbum? Limpe sua mente de pré-julgamentos e escute esse álbum direito. É o álbum mais forte do KoRn desde "Take a Look In The Mirror", o álbum é consistente do início ao fim. Ao contrario do "A Thousand Suns" do Linkin Park, "The Path Of Totality" consegue abranger o uso experimental de samplers de batidas eletrônicas sem perder a qualidade instrumental e sem que deixe o som descaracterizado.


Depois de quase 20 anos, KoRn prova ser importante e inovador no mainstream, não é atoa que revistas importantes nomearam o "The Path Of Totality" como álbum do ano. Nada é tão desafiador e novo quanto esse álbum, "POT" é o ápice da inovação e mostra novos rumos para o jeito de se fazer música, e claro, renovação total para o estilo que pode enxergar novas opções para ser inédito e pesado. KoRn continua tão vivo quanto antes, prontos para lançarem mais 10 álbuns se quiserem.


Feito por: @DouglasDALIEN  // @Rafaelll_New

4 comentários:

essse albúm foi um retrocesso... mandaram muito bem no ultimo "Remember Who You Are" porém agora voltaram a fazer o new metal estranho de antes rsrsrs

ou seja... FAIL!

Será que isso vai acontecer também no próximo CD do Limp Bizkit? Tomara que não...

Este comentário foi removido pelo autor.

Eu acho que este álbum está fantástico, esta mistura é positivamente brutal. Sou um ouvinte global de musica e de facto algumas misturas musicais não combinam, mas aqui funciona tudo na perfeição. À uns anos atrás Chris Cornell lançou o album "Scream" produzido pelo conhecido Timbaland e também foi fortemente criticado, mas na minha opinião, foi o melhor album a solo que ele lançou.
"The Path Of Totality" é sem duvida um album épico e só não gosta dele quem na realidade não gosta Korn. Venham mais 10 albuns iguais a este. :)
E já agora, a tua critica está muito boa também. Parabens.

Cara, quando ouvi pela primeira vez The Path Of Totality, confesso que houve uma repulsa pelo novo som, porém ao ouvir de forma mais detalhada e aguçada, posso admitir, isso é Korn, com um som "inovador", "violento", "estranho", e tudo o mais que é marca registrada da banda, mas não concordo com sua afirmação que "Remember Who You Are" foi um som "forçado", é certo que o albúm não inovou, mas tem uma sonoridade que agrada, talvez levada mais ao Thrash Metal, enfim, do contrário do que muitos dizem, Korn ainda não morreu, ele continua inovando e nos mostrando o que é New Metal e o que ele pode ser...